Você sabia que Fidel Castro adorava “Tubarão”? Descubra por que ele via o tubarão mais famoso da cultura pop como uma crítica fascinante do capitalismo americano.

Para marcar os 50 anos do clássico de Steven Spielberg, o documentário Tubarão: Os Segredos de um Filme Cult, de Laurent Bouzereau, está disponível no Disney+. Oferece uma perspectiva única, nomeadamente graças a uma entrevista com Fidel Castro, que revela o que o fascinou nesta terrível história do tubarão (via Lazer TV).

À primeira vista, Tubarão conta a história de um enorme tubarão que ameaça a tranquilidade de um pequeno balneário americano. Três homens – o chefe de polícia Martin Brody, o oceanógrafo Matt Hooper e o caçador de tubarões Bart Quint – unem forças para neutralizar o predador. O filme é celebrado por sua direção e música lendária de John Williams. Mas por trás desta aparente simplicidade reside uma crítica implícita ao capitalismo, que teria particularmente apelado Fidel Castro.

Uma sátira ao capitalismo

O prefeito da Amity, Larry Vaughn, personifica o poder econômico colocado acima da segurança dos residentes. Como aponta Spielberg: “Ele representa governos para os quais o poder e o dinheiro são mais importantes do que a segurança dos residentes.”Para Jordan Peele, diretor de Get Out, “o tubarão não é o maior monstro do filme. É o facto de que o dinheiro é, na realidade, mais importante do que a própria vida, e que este ainda é o caso hoje na nossa sociedade capitalista.

O autor do livro em que o filme se baseia, Peter Benchley, afirma que Fidel Castro apreciei particularmente seu romance. Quando um jornalista lhe perguntou por que estava lendo um thriller americano, Castro respondeu com humor e profundidade: “Você está errado, não éNão aja assim. Cé uma metáfora maravilhosa para a corrupção do capitalismo.” Benchley, divertido, admitiu que teria adorado usar esta frase para promover seu livro: “Você pode imaginar? Um anúncio que diria: ‘Uma metáfora maravilhosa para a corrupção do capitalismo. – Fidel Castro.’ Quem mais poderia ter feito uma citação como essa?

Segundo Wendy Benchley, viúva do autor, renomada ambientalista e produtora do documentário Tubarão aos 50: a história internao romance difere muito do filme (via Tempos de VM) e explora mais dinâmicas económicas e políticas invisíveis do que o filme de Hollywood, deixando ao tubarão uma dimensão simbólica de crítica social e económica.

Uma influência duradoura no cinema

O documentário de Laurent Bouzereau também mostra que Maxilas inspirou cineastas renomados. Guillermo del Toro, James Cameron ou JJ Abrams, cada um vendo uma metáfora ou abordagem narrativa diferente. O contexto de lançamento do filme – fim da Guerra do Vietname e escândalos políticos como Watergate – reforçou a sua dimensão política, questionando a confiança nas autoridades.

Um trabalho que vai além do simples entretenimento

O sucesso e o impacto cultural da Maxilas também se refletem nas inúmeras paródias e ilustrações políticas inspiradas no filme. A Universal até compilou essas criações em um novo pôster, afirmando com humor: “Tubarão também é um filme”.

Filmado em Martha’s Vineyard, o filme se tornou um blockbuster icônico, centrado no medo e no suspense. Mas mantém um âmbito universal: quando confrontado com uma ameaça – seja um tubarão ou crises contemporâneas – a solidariedade, a coragem e o conhecimento científico continuam a ser essenciais, personificados por Brody, Quint e Hooper.

Para os fãs de anedotas e segredos por trás do primeiro blockbuster da história, dirija-se ao Disney+ para (re)descobrir o documentário de Laurent Bouzereau, bem como o filme original.

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