O músico Taylor Kirk, vocalista do grupo Timber Timbre, durante show no La Route du rock, no Fort de Saint-Père (Ille-et-Vilaine), 14 de agosto de 2015.

Mesmo que uma das canções sombriamente irônicas de sua banda, Timber Timbre, fosse chamada Velho demais para morrer jovem (2011), o cantor, compositor, pianista e guitarrista canadense Taylor Kirk tinha apenas 44 anos quando foi encontrado morto em 14 de abril.

Cantor crepuscular, cuja voz delicada e suspensa evocava prontamente fantasmas e espíritos malignos, Taylor Kirk batizou seu projeto musical de Timber Timbre, o “timbre da madeira”, em referência à casa de toras onde ele mesmo produziu seu primeiro álbum, Cedro Shakes. Em junho de 2014, este nativo de Ontário confidenciou ao nosso colega Hugo Cassavetti, do Telerama : “No final da minha adolescência, mergulhei numa depressão profunda. Os meus pais, mais inclinados ao pragmatismo do que à psicologia, enviaram-me para trabalhar ao ar livre, em estaleiros de construção. Sozinho numa cabana, passava o meu tempo livre a fazer música. »

Na ascese deste ambiente florestal, o jovem convoca então a aspereza do folk e do blues primitivo para registar lamentos tão marcados por demónios interiores como por uma imaginação cinematográfica.

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