Em frente à sede do grupo chinês Huawei, em Boulogne-Billancourt (Hauts-de-Seine), 2 de janeiro de 2025.

A cena remonta a 27 de março de 2018. Naquele dia, mais de 1.500 jornalistas de todo o mundo aglomeraram-se sob a nave do Grand Palais, em Paris. Todos compareceram ao lançamento dos novos smartphones da Huawei, carro-chefe da tecnologia chinesa. Diante de uma tela enorme, Richard Yu, presidente da divisão de consumo do grupo, e outros executivos disputam elogios no “desempenho” e o“elegância” dos seus mais recentes smartphones P20 e outros Mate RS Porsche Design, cujos preços variam entre os 649 euros e nada menos que 2.095 euros.

Se a Huawei escolheu Paris para este gigantesco evento, não é por acaso. Os seus gestores pretendem aproveitar a aura da capital da moda e do luxo para se apresentarem como fabricantes de gama alta. Mas a iniciativa também demonstra a determinação do grupo, cuja sede está localizada em Shenzhen (Guangdong), a capital chinesa da eletrónica, em ancorar de forma sustentável as suas posições na Europa.

No início de 2018, a Huawei está repleta de ambição: o grupo fundado em 1987 por Ren Zhengfei, um antigo engenheiro militar chinês, está a crescer no setor dos smartphones, onde se tornou o número três do mundo, atrás da Apple e da Samsung. Nos equipamentos de redes de telecomunicações, onde também é referência, a Huawei conta com a chegada do 5G, a nova tecnologia de redes móveis, para impulsionar as vendas de antenas retransmissoras aos operadores europeus.

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