Nove câmeras, oito baseados e zero humores. O robô Ace da Sony AI acaba de vencer jogadores profissionais de tênis de mesa em condições oficiais.
Desde 1983, laboratórios de todo o mundo tentam criar um robô capaz de realizar uma manifestação contra um jogador humano. Quarenta e três anos depois, nenhum deles tinha tido sucesso a nível profissional. A divisão de IA da Sony acaba de mudar o jogo, de acordo com um estudo publicado quarta-feira em Natureza. Seu robô Ace, treinado por aprendizado por reforço, venceu vários atletas de ponta na sede do grupo em Tóquio. Sim, pingue-pongue.
Nove câmeras contra dois olhos: a partida acabou
Para seus experimentos, a Sony montou uma quadra de tamanho olímpico em suas instalações. Nove câmeras rodeie a mesa e siga a bola 200 vezes por segundo. O sistema chega a ler o logotipo impresso na esfera para calcular sua rotação. Diante de tal arsenal, nossos dois olhos ficam um pouco lamentáveis.

O braço robótico tem oito graus de liberdade. Ele posiciona a raquete, conecta golpes e responde às reinicializações em poucos milissegundos. As balas estão voando 19,6 m/s. Dois árbitros da Federação Japonesa de Tênis de Mesa oficializaram, todos sob as regras da ITTF. Sem privilégios para a máquina.
Em março de 2026, Ace registrou três vitórias contra profissionais, incluindo Miyuu Kihara, classificado entre os 25 melhores do mundo. Kinjiro Nakamura, ex-atleta olímpico do Barcelona em 1992, observou um movimento que considerou “impossível para um humano”. O tipo de frase que soa como um elogio e um aviso ao mesmo tempo.

Por que esta vitória vai muito além do pingue-pongue
As IAs dominaram o xadrez, o Go e os videogames durante anos, mesmo antes de IAs generativas como ChatGPT ou Claude verem a luz do dia. Só que estas façanhas permaneceram confinadas a mundos simulados, onde as regras são muito mais simples e rigorosas do que na nossa realidade física. Aqui a bola é real, o adversário improvisa e o robô deve reagir dentro de um prazo que seja suficiente para ultrapassar com um piscar de olhos. Peter Stone, diretor científico da Sony AI, fala de uma novidade “em todos os esportes”.
Michael Spranger, presidente da Sony AI, resume a dificuldade: “Os robôs de fábrica são muito rápidos, mas repetem a mesma trajetória. Aqui, o robô se adapta em tempo real. » A equipe limitou deliberadamente a força do braço para permanecer comparável a um jogador treinado 20 horas por semana. Não há dúvida de vencer com força bruta (isso seria fácil e, acima de tudo, inútil).
O Google DeepMind já havia trabalhado no assunto em 2024, sem atingir esse patamar na concorrência. John Billingsley, pioneiro na área desde 1983, saúda o feito, mas destaca a vantagem sensorial. Os jogadores descrevem uma sensação estranha: diante de um adversário sem linguagem corporal, é impossível adivinhar alguma coisa. A Sony já fala em aplicações em robótica industrial.
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Fonte :
IA da Sony