A editora de Battlefield e EA Sports FC reconhece ainda a sua passagem sob a bandeira saudita após o voto favorável dos seus investidores. Resta apenas a validação das autoridades da concorrência.

Os acionistas da Electronic Arts validaram, esta segunda-feira, a venda da empresa ao consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, anunciou Bloomberg. A oferta, fixada em US$ 210 por ação, avalia a gigante californiana de videogames em cerca de US$ 55 bilhões.
A PIF, que administra mais de US$ 1 trilhão em ativos, será dona de quase toda a EA após a conclusão do negócio. Como Frandroid Como lhe explicou no início de dezembro, o fundo soberano deveria controlar 93,4% das ações, contra 5,5% da Silver Lake e 1% da Affinity Partners, empresa de Jared Kushner, genro de Donald Trump.
Este voto dos acionistas não encerra, no entanto, o caso. Várias autoridades reguladoras normalmente ainda deveriam dar luz verde, nomeadamente o CFIUS americano, responsável por examinar os investimentos estrangeiros susceptíveis de afectar a segurança nacional.
Um negócio quase fechado
Assim que a transação for concluída, a EA deixará a Nasdaq para se tornar uma empresa privada. A editora de 40 anos, agora mais conhecida pelas suas franquias desportivas e Battlefield, escapará assim às pressões dos mercados de ações. Andrew Wilson também deve manter a sua posição como CEO, a menos que o PIF tenha algumas surpresas desagradáveis reservadas para ele.
Para Riad, esta aquisição constitui um grande troféu. O reino procura reduzir a sua dependência do petróleo, concentrando-se noutras indústrias, incluindo o sector do entretenimento. Resta saber se a Arábia Saudita será capaz de restaurar a imagem da EA junto do público em geral, ou se as suas posições conservadoras (particularmente em termos de direitos humanos) terão um impacto na liberdade de expressão dos criadores.
A finalização desta questão está prevista para meados de 2026, na sequência de uma possível revisão pelas diversas autoridades antes da próxima primavera. Se a presença de Jared Kushner puder facilitar as negociações com a Casa Branca, é evidente que ainda são possíveis convulsões entre agora e então.