A Fujifilm do Japão anunciou novos cartuchos LTO-10 com fita magnética. Projetados para armazenar até 40 TB de dados, são baseados em tecnologia um tanto arcaica. Mas então para que servem?

Fonte: Fujifilm

1.337 metros de fita magnética, 40 TB de espaço de armazenamento disponível, taxa de transferência máxima de 400 MB/s… e tecnologia que lembra os anos 70 e 80. Hoje falamos sobre o novo cartucho LTO-10 anunciado esta semana pela japonesa Fujifilm, um dos fabricantes que ainda atua na fabricação de fitas magnéticas dedicadas ao armazenamento de dados.

Há muito que se tornaram obsoletos para o público em geral e para a utilização quotidiana, os cartuchos de fita magnética ainda são amplamente utilizados num contexto profissional, especialmente para arquivo e, portanto, conservação de dados a muito longo prazo.

Fitas magnéticas modernas, dedicadas ao arquivamento

Como ressalta MacGeneration, esse tipo de dispositivo não permite acesso rápido aos dados contidos, pois deve desenrolar sua tarja magnética até atingir a posição exata do documento ou arquivo arquivado. Uma operação que pode demorar muito.

Estes cartuchos não se destinam, portanto, a substituir um SSD ou mesmo um disco rígido, mas sim a satisfazer as necessidades das empresas que procuram arquivar dados periodicamente, sem que os dados tenham que ser consultados com demasiada frequência.

Observe, entretanto, que a linha LTO-10 tem um defeito que a Fujifilm aceita plenamente: ela não suporta mais compatibilidade retroativa com gerações anteriores de leitores.

Os indivíduos não são de todo alvo deste tipo de produto, mas ainda existem leitores que permitem conectar esses cartuchos via Thunderbolt para utilizá-los em dispositivos tradicionais.


Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *