Tempestades e actos de vandalismo terão em breve muito mais dificuldade em derrubar a nossa rede eléctrica. A RTE acaba de lançar um novo modelo de poste de alta tensão, destinado a substituir gradualmente as estruturas envelhecidas que pontilham as nossas paisagens.

O gestor da rede francesa de transporte de eletricidade pensa grande. Até 2040, a RTE planeia renovar cerca de 98.000 postes como parte de um plano de modernização estimado em 94 mil milhões de euros, de acordo com Os Ecos. Para acompanhar esta mudança de escala, o eterno pilar de malha metálica que todos conhecemos ganhará um novo visual.

Foi a agência NIMOS Design quem venceu o concurso lançado pela RTE em 2023, contra outros seis projetos, um dos quais em forma de raquete. O consórcio selecionado associa a NIMOS à Matière, à Bouygues Energies & Services e ao gabinete de design MaP3. Sob a liderança do seu fundador Frédéric Simon, a equipa imaginou uma estética de inspiração biológica com linhas curvas que lembram o mundo vegetal. O segredo deste recém-chegado está na sua arquitetura modular mista: um barril de concreto armado colorido em massa, capaz de ser pintado para melhor se integrar ao ambiente, encimado por uma cabeça feita de 80% de aço reciclado.

Esta não é a primeira vez que a NIMOS tenta a sorte com a RTE. A agência já havia competido há cerca de dez anos com um modelo de tripé de linhas curvas encimado por asas de pássaro, sem sucesso. Desta vez, foi um design mais tradicional, mas redesenhado tecnicamente de cima a baixo, o que convenceu o júri.

Robustez que resiste ao teste do tempo e do vento

Este casamento de materiais não tem apenas vocação estética. A base de concreto de 50 toneladas, que substitui a base metálica das gerações anteriores, foi projetada para resistir melhor a tempestades e vandalismo. “Estamos falando de 4.000 parafusos em um poste antigo, até 1.500 parafusos hoje. Em caso de danos, teríamos uma ou duas peças para reparar, em comparação com 50 a 60 peças em postes da geração antiga”explica Éric Marin, gerente de projetos da RTE, ao microfone de TF1. O tempo de montagem de uma estrutura passa de cinco para apenas três dias.

Pilão da Rede Elétrica de Transporte
© RTE Rede de Transporte de Energia Elétrica

Uma implantação planejada no Maciço Central

O impacto ecológico seria consideravelmente reduzido. A pegada de carbono seria reduzida em 28% ao longo de todo o ciclo de vida, segundo a RTE, e as fundações mais compactas limitam a artificialização do solo. A vida útil do mastro de concreto é de cerca de cem anos sem manutenção.

Do lado financeiro, a inovação apresenta um custo adicional de 6% face ao modelo atual, atingindo cerca de 275 mil euros por unidade na sua versão de 400 mil volts. Os primeiros exemplares serão testados entre Aurillac e Figeac até 2028, com 230 postes planejados nesta área do Maciço Central. A produção será realizada localmente pela Matière, em duas fábricas da região.

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