O chefe da junta maliana, Assimi Goita, com o embaixador russo no Mali, Igor Gromyko, em Bamako, em 28 de abril de 2026.

A Rússia afirmou na quinta-feira, 30 de abril, que as suas forças permaneceriam no Mali, rejeitando o apelo dos rebeldes para uma retirada russa do país, enquanto a junta militar no poder enfrenta um ataque violento de rebeldes separatistas e jihadistas.

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“A Rússia continuará, incluindo no Mali, a luta contra o extremismo, o terrorismo e outras manifestações negativas. E continuará a prestar assistência às autoridades em exercício”.declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em resposta a uma pergunta da Agência France-Presse (AFP) durante o seu briefing diário.

Os paramilitares russos são um apoio essencial da junta militar, no poder desde 2020, que enfrenta atualmente a ofensiva dos rebeldes tuaregues da Frente de Libertação Azawad (FLA) aliados aos jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM).

Este ataque, sem precedentes desde 2012, custou nomeadamente a vida ao Ministro da Defesa do Mali, General Sadio Camara, considerado um dos principais arquitectos da aproximação entre o seu país e Moscovo. A FLA – composta principalmente por comunidades tuaregues, fulanis e árabes – tomou a cidade estratégica de Kidal no fim de semana passado, forçando os paramilitares russos do Corpo de África a retirarem-se.

“Nosso objetivo é que a Rússia se retire definitivamente de Azawad [nord du Mali] e além, todo o Mali”disse o porta-voz da FLA, Mohamed Elmaouloud Ramadane, em visita a Paris, à AFP na quarta-feira. “Todos os confrontos que tivemos com os russos, nós vencemos”ele disse.

A junta maliana aproximou-se política e militarmente da Rússia nos últimos anos, depois de expulsar os militares franceses em 2022.

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O mundo com AFP

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