A Ucrânia afirma ter desenvolvido um sistema de guerra eletrônica que neutralizou 58 mísseis hipersônicos Kinjal desde o verão de 2025
Na falta de mísseis Patriot para os interceptar, a Ucrânia afirma ter desenvolvido um novo método de guerra electrónica baseado em estações chamadas “Lima”, tornando possível neutralizar os mísseis hipersónicos russos Kinjal, conhecidos por serem difíceis de interceptar, relata o Independente de Kyiv. “Dos 58 Kinjals dos 59 disparados quando nosso muro de guerra eletrônica estava em vigor, apenas um atingiu o alvo. Todos os outros foram excluídos”explica o comandante da unidade Night Watch, conhecido pelo pseudônimo “Alkhimyk”, “o Alquimista”.
O chefe da guerra electrónica das Forças Terrestres Ucranianas, Maksym Skoretsky, confirmou a eficácia do sistema acrescentando que “Ninguém havia conseguido antes disso neutralizar antenas CRPA em 16 e 32 canais, e menos ainda nessas distâncias”. As antenas CRPA (Controlled Reception Pattern Antenna) são projetadas para permitir que as armas permaneçam travadas nos sinais de satélite, apesar da interferência eletrônica.
O avanço técnico consiste em evitar que as antenas anti-jam CRPA – cujos sistemas Kometa equipam as armas russas de longo alcance – identifiquem a origem do sinal chamariz. Acima de tudo, as estações de Lima possuem um terceiro tipo de sinal que, segundo Alkhimyk, constitui um verdadeiro ataque cibernético contra as antenas CRPA.
O interesse deste sistema também reside no seu custo. As estações de Lima são de fabrico ucraniano, e o seu custo é estimado em 1,8 mil milhões de dólares para cobrir todo o território ucraniano contra drones Shahed, mísseis de cruzeiro e balísticos, o equivalente ao preço de duas baterias de mísseis Patriot.
O sistema também seria eficaz contra o míssil balístico Iskander, cuja precisão teria aumentado de 10 metros para alcances de 100 metros a mais de um quilômetro.
Estes resultados não foram verificados de forma independente.