Desde o início da década de 1970, Michel Galabru admitiu com humor ter feito filmes ruins (comédias, mas não só) para sustentar a si e à família.

Michel Galabru nunca escondeu ter feito filmes para manter a panela fervendo, como dizem. Perfeitamente lúcido, admitiu desde o início da década de 1970, quando triunfou com Louis de Funès na série Os Gendarmes de Saint-Tropez, que fazia filmes ruins por dinheiro. Convidado no programa de sábado à noite em dezembro de 1972, ele declarou a Philippe Bouvard, com o humor que conhecemos dele :

“O bom filme, a boa peça, é excepcional”

Michel Galabru em

Filmes 21

Michel Galabru em “O Peão”

“O cinema, mesmo que não seja glorioso, alimenta o seu homem. (…) No Conservatório eu já dizia: ‘Quando é que vamos receber?’ Todos os outros são tokens falsos: você precisa conferir.”

“Basicamente, atores, se não fossem as peças ruins, os filmes ruins, não sobraria nenhum, todos teriam morrido de fome. O bom filme, a boa peça, é excepcional.

Meu pobre Galabru, você vai morrer de fome!

Sempre com humor, Galabru voltou ao fato de que os críticos previram que ele iria se destacar em alguns anos, e isso… há muito tempo: “Sempre me dizem: ‘Ah, você, daqui a dez anos…’ e enquanto isso estou comendo, sabe. E fico muito feliz com isso, porque tive uma professora na sala que me disse: ‘Meu pobre Galabru, você vai passar fome’. E acabei de consultar um médico que me disse: ‘Se você não parar de comer, não vai sobreviver ao inverno’!”

Era 30 de dezembro de 1972. Galabru atuou em quatro filmes durante o ano: Le Viager de Pierre Tchernia (janeiro), L’Œuf de Jean Herman (lançado em março), Elle cause plus… elle flingue de Michel Audiard (agosto) e Les Joyeux lçons de Michel Gérard (novembro).

E, de fato, alguns nabos para 1973

Em

EstúdioCanal

Em “As Centopéias Sapateados”

No momento desta entrevista, o ator estava no palco desde outubro La Claque de André Roussin, peça dirigida pelo autor no Théâtre de la Michodière. Em janeiro de 1973, foi lançado Some Gentlemen Too Quiet, de Georges Lautner, no qual contracenou com Henri Guybet e Miou-Miou, depois saiu para filmar La Valise, do mesmo Lautner, lançado em outubro de 1973.

O ator estava muito ocupado na época, e 1973 o veria atirar em muitos “nabos”, como Jean Lefebvre os chamava, de La Derniere Bourrée à Paris de Raoul André a Les Vacanciers de Michel Gérard, incluindo Le Plumard en Folie de Jacques Lemoine, Le Führer en Folie de Philippe Clair e Parici la Coine de Richard Balducci.

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