Nunca teria pensado que todas as manhãs, aos 5 anos, meu filho levantaria conscientemente a gola da camisa branca para vestir e depois apertar a gravata – o mais próximo possível. Seguem-se os calções azul-marinho, as meias altas e, por fim, a camisola com decote em V, onde estão bordados o emblema e o lema, em latim, por favor, da sua escola. Em todo o Quénia, milhões de estudantes que, todos os dias, vestem o uniforme escolar – predominantemente azul, bordô, vermelho ou verde – antes de irem para a escola, tanto pública como privada, desde o primeiro ano do ensino primário até ao equivalente ao bacharelado.

Longe dos debates que regularmente agitam a França, este dispositivo regulador é evidente neste país de 56 milhões de habitantes, a locomotiva económica da África Oriental, onde a colonização inglesa marcou o sistema educativo com uma certa rigidez.

“Minhas filhas nunca reclamaram, todo mundo usa”nota Lilian Kiganga, confeiteira e mãe de duas meninas, de 11 e 22 anos. Ela saúda o sentimento de pertencimento que o uniforme cria nas crianças, dentro da própria escola, mas também fora dela. Um lugar importante é dado ao desporto (por vezes com um segundo equipamento específico) e os alunos são regularmente obrigados a viajar para competições inter-estabelecimentos. “É bom para identificação. Quando vão competir eles se misturam, mas saibam que esse azul é para essa escola e esse verde é para outra”continua Lilian Kiganga.

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