Freqüentemente medimos a qualidade de uma série pela de seu principal antagonista. Em Os irmãos Scottficção cult dos anos 2000, agora disponível nas plataformas (HBO Max e Prime Video) e multirretransmitida na TFX, o personagem Dan Scott é perfeitamente encarnado por Paul Johansson. Além disso, quando eu ainda acreditava que um reboot ia ver a luz do dia, já fiquei pensando se ia encontrar ali um personagem desse calibre.

Os irmãos Scott : O complexo relacionamento de Dan com seus dois filhos na série tem uma explicação

Odiado pela grande maioria dos fãs, Dan Scott cometeu atos moralmente (e até judicialmente) repreensíveis. A ideia aqui não é necessariamente bancar o advogado do diabomas analisar todas as suas obras com um pouco de perspectiva. Primeiro, Dan era apenas um garoto sonhando com basquete e indo para a faculdade quando abandonou Karen Roe (Moira Kelly) e seu filho Lucas (Chad Michael Murray).

Foi então a mãe de Lucas quem impediu Dan de voltar para eles, preferindo se defender sozinha, o que ela fez muito bem. Ele então assumiu seu papel de pai algum tempo depois com Nathan (James Lafferty), seu segundo filho. Nas primeiras temporadas da série, essa relação pai-filho é especialmente retratada de forma bastante conflituosa.


©Eddage – TMDB

Queimado por seu próprio fracasso em se tornar uma estrela mundial do basqueteDan coloca toda a pressão sobre os ombros de Nathan. Se alguns o veem como um pai autoritário e até mesmo frustrado, também podemos ver um homem sonhando com o melhor para o filho. Então, foi certamente muito desajeitado, mas não foi um prenúncio do nosso tempo, como evidenciado pelo nascimento, em quase toda parte, dos famosos “projetos Mbappé”?

Quando se opõe firmemente à união entre seu filho favorito e Hayley (Bethany Joy Lenz), ele tenta acima de tudo por todos os meios evitar que Nathan repita o que considera serem os “erros” de seu passado. Falhando, Nathan e Hayley se tornam os pais felizes do pequeno Jamie pouco antes do final do ensino médio.


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Os irmãos Scott : Dan não conseguia nem encontrar conforto com o resto de sua família…

Na série, que ainda aguardamos sua chegada ao catálogo da Netflix, o patriarca Scott não consegue nem se refugiar em uma família amorosa. Embora ele obviamente não seja um marido modelo, sua esposa Deborah (Barbara Alyn Woods), como lembramos, tentou matá-lo no incêndio em sua concessionária. A mesma Deborah que o traiu com Keith (Craig Sheffer), seu próprio irmão.

Um ponto sem volta para Dan que, mesmo nunca tendo respeitado seu irmão mais velho, foi tomado por um ódio visceral por ele. Até pagar uma mulher para fingir sentimentos por seu irmão, com o único objetivo de deixá-lo antes do casamento e, acima de tudo, atirar-lhe esta bala durante a situação de reféns na Tree Hill High School.


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Dan era um homem que carecia de empatia. Não esquecerei suas mentiras, seu comportamento tóxico com as duas mulheres de sua vida, suas travessuras perversas com o técnico do time de basquete, mas também não evitarei o final da série. Ela ficou particularmente marcada pelo relacionamento com Jamie, seu neto, e pelo resgate de Nathan, então feito refém, pouco antes de morrer. Um final perfeito para um personagem brilhantemente escrito!

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