Sylvie Vartan, em Paris, em março de 1980.

Cé um tempo que quem tem menos de 60 anos não pode vivenciar… Quando os espectadores quebraram as arquibancadas das salas de concerto, atacaram o mobiliário urbano, as empresas e a polícia. Mas, uma diferença notável, sem a presença de qualquer telemóvel, cenas de filmes posteriormente transmitidas e comentadas ad nauseam por canais de notícias e websites contínuos.

Sylvie Vartan, que anunciou que encerraria a carreira em 2025, encarnou esta juventude tumultuada, revoltada contra a ordem gaullista, antes de ocupar as sábias noites de sábado de Maritie e Gilbert Carpentier.

Quem se lembra disso? É de facto um ambiente eléctrico, até mesmo histérico, que Claude Sarraute descreve, em 6 de Abril de 1963, num artigo intitulado “Os ídolos dos jovens no Olympia”. A cantora começou a se dar a conhecer fazendo covers de sucessos americanos. “Quando Sylvie Vartan apareceu, foi um delírio maravilhoso. (…) Responda-me, a “colegial twist” sussurrou em voz baixa e abafada para todos os seus amigos desmaiados e trêmulos. Eles trabalharam nisso em voz alta e por muito tempo. »

“É um mundo à parte”

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