Esta noite TF1 é retransmitida a minissérie “Les Disparus de la Foret Noire”, liderada por Hélène de Fougerolles, Grégory Fitoussi e Tchéky Karyo. Um thriller ambientado em um cenário de violência contra as mulheres com muitas reviravoltas.

Do que se trata?

Perto da fronteira franco-alemã, no coração da Floresta Negra e da base militar binacional, 12 corpos são encontrados numa vala comum. Todas as vítimas são homens, tanto franceses como alemães. Esta descoberta macabra reavivará memórias que Camille Hartmann, uma notável juíza de investigação, pensava estar enterradas.

Para ser (re)descoberto na íntegra nesta quinta-feira, 18 de dezembro, no TF1

Com quem está?

Depois de Balthazar, Hélène de Fougerolles é a heroína da série Les Disparus de la Forêt Noire, um thriller em quatro episódios em que interpreta Camille Hartmann, uma juíza investigadora que deve lidar com uma memória frágil após um acidente e que vê as áreas cinzentas de seu passado ressurgirem através de uma investigação particularmente espinhosa.

Em frente a ela, os espectadores encontrarão Grégory Fitoussi (Engrenages) e Tchéky Karyo (Os Desaparecidos, Les Combattantes) nos papéis dos inspetores de polícia franco-alemães Erik Maes e Franz Agerland. Mas também Thierry Godard (Germinal), que empresta suas feições a Marc, marido de Camille.

Um elenco encantador completado por Astrid Whettnall (Black Baron), Victoria Eber (Para//èles), Léo Mazo (Skam France, Les 7 vies de Léa), Natalia Dontcheva (Infidèle), Sébastien Libessart (Detetives), Bruno Wolkowitch (Sam), Laëtitia Eïdo (L’Absente), Daniel Njo Lobé (Le Code) e Mélanie Page (L’école). da vida).

Vale a pena dar uma olhada?

Criada por Stéphane Pannetier e Julien Vanlerenberghe, a quem devemos o soberbo Infiniti, e produzida por Carole Della Valle e Nagui, esta minissérie acelerada é um verdadeiro sucesso, que deverá deliciar os fãs do género. E há algumas surpresas reservadas para eles. O júri do Cognac Polar Festival não se enganou ao atribuir-lhe o Grande Prémio da série 2022.

Um verdadeiro thriller, Les Disparus de la Forêt Noire multiplica as revelações ao longo de seus episódios e nunca nos leva onde esperamos. Na verdade, mesmo que compreendamos rapidamente que este caso dos 12 corpos encontrados numa vala comum no coração da Floresta Negra está intimamente ligado ao acidente de carro que virou a vida da juíza Camille Hartmann de cabeça para baixo um ano antes e lhe causou a perda de memória, os roteiristas são espertos o suficiente para acumular pistas falsas e brincar com a nossa alma de detetive.

Longe de sua personagem Hélène Bach em Balthazar ou das heroínas ensolaradas que interpretou em inúmeras comédias (românticas ou não), Hélène de Fougerolles revela-se comoventemente verdadeira na pele de Camille, esta mulher machucada e danificada por um acidente cujos meandros ela não consegue juntar.

Excelente neste registo muito mais sombrio e enigmático, Hélène de Fougerolles encontra parceiros dignos em Grégory Fitoussi e Tchéky Karyo, que constituem uma dupla eficaz e bastante atípica de polícias, de quem emana um bem-vindo toque de humor neste oceano de trevas. Mas também em companheiras como Astrid Whettnall, Natalia Dontcheva ou a jovem Victoria Eber, muito justa.

Porque The Missing of the Black Forest é antes de tudo uma série sobre mulheres, que oferece às suas atrizes papéis belíssimos que se vão revelando à medida que a história se desenrola.

Enriquecida pelos magníficos cenários naturais que dão nome à série, a nova ficção de eventos de TF1, por mais sombria e pesada que seja, deve muito ao seu conceito original, que tem o dom de nos surpreender até ao fim. E acaba fazendo das personagens femininas a peça central da trama.

O terceiro episódio, que inicialmente parece servir de conclusão à investigação, na verdade embaralha completamente as cartas e relança a história numa direção completamente nova. Tanto que o espectador quase tem a sensação de estar assistindo a outra série quando começa o quarto e último episódio.

Já um thriller de muito sucesso tendo como pano de fundo assassinatos em série e vingança, Os Desaparecidos da Floresta Negra transforma-se então numa história mais política e mais sintonizada do que nunca com os tempos ao abordar, de forma inesperada e extremamente forte, o tema da violência contra as mulheres.

Uma ideia muito bonita que dá origem a um final climático que passa quase rápido demais, já que tantas coisas são concluídas em apenas 52 minutos. Mas, pelo menos, nunca ficamos entediados. E os roteiristas ainda se oferecem ao luxo de uma última cena que mais uma vez é muito surpreendente, que quase poderia abrir, novamente, para uma série completamente diferente no caso da 2ª temporada.

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