O projeto de orçamento da Segurança Social, aprovado definitivamente na terça-feira, foi em grande parte reescrito pelos deputados, que cortaram grande parte das poupanças inicialmente previstas.

Suspensão da reforma previdenciária, imposto sobre seguradoras mútuas, licença de nascimento… Eis as principais medidas do texto.

– Suspensão da reforma previdenciária –

O projeto de lei suspende até janeiro de 2028 a marcha rumo à idade legal de aposentadoria de 64 anos. A geração nascida em 1964 sairia com 62 anos e 9 meses em vez de 63. E com 170 quartos contribuídos em vez de 171.

A sua aplicação seria então retomada com um atraso trimestral, a menos que entretanto fosse adoptada uma nova reforma das pensões.

O custo está estimado em 100 milhões de euros em 2026 e 1,4 mil milhões em 2027.

– Sair do congelamento das prestações sociais e do aumento das franquias –

Inflamável, foi eliminado o congelamento das pensões de reforma e dos mínimos sociais, que deverá render 3 mil milhões de euros.

O governo também anunciou que renuncia à duplicação das franquias médicas por decreto, sem aprovação parlamentar, e continua a ser paga pelos pacientes, por exemplo em caixas de medicamentos.

– Licença de nascimento –

Os eurodeputados aprovaram a criação de uma nova licença de nascimento, que se acrescentaria à licença de maternidade e paternidade existente, por um período de um ou dois meses.

O valor da remuneração será definido por decreto, mas o governo indicou que será de 70% do salário líquido no primeiro mês e de 60% no segundo.

O texto inicial previa a entrada em vigor em 2027, mas os deputados anteciparam a data para janeiro de 2026, contrariando o conselho do governo que apresentou constrangimentos técnicos.

– Renda de capital –

Estatuetas colocadas em frente à sigla CSG, enquanto a Assembleia Nacional vota na terça-feira o Projeto de Lei de Financiamento da Seguridade Social para 2026 (AFP/Arquivos - PHILIPPE HUGUEN)
Estatuetas colocadas em frente à sigla CSG, enquanto a Assembleia Nacional vota na terça-feira o Projeto de Lei de Financiamento da Seguridade Social para 2026 (AFP/Arquivos – PHILIPPE HUGUEN)

Após múltiplas negociações, a Assembleia adoptou um compromisso entre esquerda e direita: aumentar a contribuição social geral sobre o capital, um imposto que financie a protecção social, reduzindo o âmbito do aumento.

A esquerda votou a favor de um aumento de 9,2% para 10,6%, para um rendimento de 2,8 mil milhões. A Assembleia restringiu-o, excluindo entre outras coisas PEL, seguros de vida e outras receitas de aluguer. Com uma rentabilidade reduzida para 1,5 mil milhões de euros.

– Sobretaxa sobre sociedades mútuas de seguros –

Inicialmente derrotado, o governo conseguiu finalmente adoptar um imposto excepcional sobre os seguros complementares de saúde, no valor de mil milhões de euros, com o apoio dos socialistas. Mesmo que alguns dos deputados, principalmente de esquerda, estejam preocupados com o impacto final sobre os segurados.

Este imposto de mil milhões acabará por pesar sobre os nossos concidadãos”, alertou o presidente da Mutualité, Éric Chenut.

– Déficit –

Uma pessoa arquiva fichas de assistência no Fundo de Seguro de Saúde Primário (CPAM) em Lyon, enquanto a Assembleia Nacional vota na terça-feira o Projeto de Lei de Financiamento da Seguridade Social (PLFSS) (AFP/Arquivos - FRED DUFOUR)
Uma pessoa arquiva fichas de assistência no Fundo de Seguro de Saúde Primário (CPAM) em Lyon, enquanto a Assembleia Nacional vota na terça-feira o Projeto de Lei de Financiamento da Seguridade Social (PLFSS) (AFP/Arquivos – FRED DUFOUR)

O aumento da meta de despesas do seguro nacional de saúde (Ondam) foi inicialmente de 1,6%. Muito insuficiente, segundo parlamentares e alguns interessados, para monitorar os gastos necessários ao hospital e à cidade.

O governo adoptou finalmente uma alteração que eleva o objectivo para cerca de +3%.

Quanto ao défice da Segurança Social, reduz-se para 19,4 mil milhões de euros em 2026, face aos 23 mil milhões de 2025. Mas contando com 4,5 mil milhões transferidos dos cofres do Estado para os da Segurança Social, que transfere o problema para a conta das finanças (PLF), segundo a direita.

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