Sábado, 25 de Abril à noite, o General Assimi Goïta, chefe da junta no Mali, permaneceu invisível e mudo. Talvez tenha sido o sinal de tetania, de pânico na cúpula do Estado, enquanto, desde o início da manhã, o país vivia um ataque de escala sem precedentes, liderado pelos jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM), em coordenação com os separatistas tuaregues da Frente de Libertação Azawad (FLA).
Nunca antes se realizou uma ofensiva contra várias cidades, por vezes separadas por centenas de quilómetros umas das outras, mobilizando sem dúvida mais de mil homens e uma quantidade significativa de armas, e exigindo estreita consulta táctica. A ponto de abalar o poder em Bamako.
Ao amanhecer, centenas de homens armados atacaram várias cidades estratégicas do Mali: Kidal e Gao, no norte; Sévaré, no centro; Bamako e Kati, no Sul. Esta última, uma cidade-guarnição localizada a menos de vinte quilómetros da capital, alberga o campo Soundiata Keïta, o principal campo militar do país, que se tornou o centro do poder desde que os militares derrubaram os civis em 2021.
Você ainda tem 84,92% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.