Durante os debates da petição “Não à lei Duplomb”, na Assembleia Nacional, em Paris, 11 de fevereiro de 2026.

A revisão Ciência não tem o hábito de manter os seus leitores informados sobre o calendário legislativo francês. O periódico publicado pela Academia Americana de Ciências, um dos mais lidos no meio científico, é uma exceção com a publicação, quinta-feira, 23 de abril, de uma breve correspondência assinada por cerca de vinte investigadores franceses do CNRS, do Instituto Nacional de Investigação da Agricultura, Alimentação e Ambiente, do Museu Nacional de História Natural e até de universidades, apelando aos parlamentares franceses para se oporem à proposta de lei conhecida como “Duplomb 2”.

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Apresentado no final de Janeiro pelo senador (Les Républicains) do Haute-Loire Laurent Duplomb, o projecto de lei em questão visa “mitigar a regulamentação excessiva relativa à utilização de produtos fitofarmacêuticos que penaliza a concorrência europeia, a fim de evitar o desaparecimento de certos setores agrícolas”. Este texto, denuncia os signatários do Ciência, “facilitaria muito o uso de inseticidas atualmente proibidos, como o acetamipride e a flupiradifurona”. No entanto, eles acrescentam, “os pesticidas afetam negativamente a biodiversidade, o funcionamento dos ecossistemas e a saúde humana”.

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