Convidado no podcast de As 1001 vidas de na RTL, Marine Ltemporel falou sobre seus anos de preparação para se tornar médica. A ex-Miss França contou, nomeadamente, ter testemunhado comportamentos completamente inadequados por parte de homens, em particular, na sala de operações.

Nós a conhecemos como Miss França, depois como modelo, estudante, colunista, depois apresentadora de TV e agora médica… Marine Ltemporel é portanto a personalidade ideal para convidar para o podcast As 1001 vidas de na RTL. A jovem de 33 anos foi convidada de uma edição publicada online em 17 de abril de 2026.

Mas durante várias horas, uma sequência do conceito apresentado por Xavier de Moulins provocou reações após a sua transmissão nas redes sociais da famosa Rádio Vermelha. A ex-estagiária explica que “nunca foi agredida” ou vítima de “coisas que merecessem denúncia ou acusação criminal”. Porém, durante seu aprendizado, a ex-rainha da beleza presenciou situações que a chocaram profundamente.

Marine Lrouille, testemunha de cenas inadequadas no hospital, diz ela

“Vi comportamentos, testemunhei, na verdade testemunhei comportamentos completamente inadequados, inadequados”, diz o borgonhese, especificando que isso aconteceu “particularmente em certos ambientes onde havia muitos homens no hospital”.

Ela admite: “Foi complicado para mim quando jovem estudante, mas acabei por passar muito pouco tempo lá, era ocasional mas foi complicado para as mulheres que faziam parte destas equipas”. Durante os dez anos de preparação antes de se tornar médica, Marine Ltemporel “presenciou o tempo em que fazíamos exames vaginais durante a anestesia geral”.

Marine Lrouille comenta a evolução do corpo hospitalar e sua moral

Diante da surpresa do interlocutor, a praticante garante: “Já vi esses gestos, sim”. Se ela nota que “as coisas evoluíram”, é porque “a liberdade de expressão permitiu às mulheres denunciar o que estava a acontecer”.

Quanto aos homens envolvidos, Marine Ltemporel considera que “foram capazes de perceber que os hábitos, a cultura ou o humor não desculpam tudo” numa sala de operações e em nenhum outro lugar. Figura nesta “feminização da profissão”, a trinta anos incentiva a diversidade e gostaria que houvesse ainda “mais mulheres nos cargos de chefia do hospital, em cargos de chefes de departamento, de gestão”.



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