O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista à mídia estrangeira em Belém, Brasil, 4 de novembro de 2025.

O presidente brasileiro Lula pediu na terça-feira, 4 de novembro, uma investigação sobre a operação policial contra uma facção criminosa no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos na terça-feira, 28 de outubro. “Houve um massacre e acho importante verificar em que condições isso aconteceu”disse Luiz Inácio Lula da Silva em Belém, durante entrevista a agências internacionais, incluindo a Agence France-Presse.

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“Até o momento só temos a versão do governo do estado [de Rio]e tem gente que quer saber se tudo aconteceu como dizem”acrescentou o presidente de esquerda. Pelo menos 117 suspeitos e quatro policiais morreram durante a operação da última terça-feira contra o Comando Vermelho, um dos principais grupos criminosos do país, em dois conjuntos de favelas do Rio.

O governador de direita do estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro, que ordenou a operação, chamou-a de “sucesso” contra o “narcoterrorismo”. Dezenas de corpos foram alinhados em uma praça de uma das favelas após serem recuperados por moradores no dia seguinte à operação.

Após essas batidas policiais, Lula defendeu um trabalho coordenado entre órgãos estaduais e federais, sem mencionar o pesado tributo. Embora o campo conservador o acuse de ser negligente em termos de segurança, ele aprovou uma lei na quinta-feira, 30 de outubro, fortalecendo a luta contra o crime organizado.

Se as batidas policiais são, apesar da sua eficácia contestada, frequentes nas favelas do Rio, a operação de 28 de Outubro, pela sua escala e pelo seu custo humano, criou um choque. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse “horrorizado” e pediu “pesquisas rápidas”.

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O mundo com AFP

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