
Em França, os detentores de criptomoedas tornaram-se os principais alvos do crime organizado. Desde 2023, 135 sequestros e tentativas de extorsão foram registrados pelas autoridades. Após esta explosão de ataques, a França indiciou 88 pessoas, incluindo menores.
O número de ataques violentos contra detentores de criptomoedas está a explodir em França. Desde 2023, as autoridades francesas identificaram 135 ataques com tentativa de extorsão. O fenômeno começou a ganhar força no ano passado, com o sequestro de David Balland, cofundador da Ledger. Mais de 65 eventos semelhantes ocorreram em 2025 na França. Este ano, a França já registou 47 incidentes.
Neste contexto, a polícia tem trabalhado arduamente para localizar os criminosos e contornar as redes por trás dos ataques. Na sexta-feira, 24 de abril de 2026, Vanessa Perrée, promotora nacional anticrime organizado (PNACO), revelou que 88 pessoas foram indiciadase 75 deles estão em prisão preventiva.
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Redes criminosas que empregam menores
De acordo com investigações realizadas pela polícia, esses indivíduos são empregados por redes criminosas organizadas. Um grande número dos indiciados já é conhecido da justiça francesa e foi condenado por violência agravada. Alguns dos arguidos encontram-se mesmo envolvidos em vários casos distintos de extorsão. Entre os suspeitos detidos, mais de dez são menores. Estes foram recrutados através dos canais do Telegram.
Recorde-se que uma primeira vaga de detenções já tinha levado à acusação de 25 pessoas em Paris, incluindo 6 menores com idades entre os 16 e os 23 anos, em Maio passado. Na sequência da investigação, as autoridades francesas conseguiram localizar um dos patrocinadores de alguns dos sequestros. Procurado pela Interpol, o homem, natural de Chesnay (Yvelines), refugiou-se no norte de Marrocos, na companhia de outro criminoso.
Cuidado, sim, mas…
Diante desta ameaça, a polícia apela aos detentores de criptomoedas, aos profissionais do setor e aos seus entes queridos para que tenham cautela. A polícia recomendaevite a superexposição nas redes sociais provavelmente atrairá a atenção dos cibercriminosos. Os investigadores procuram agora identificar todos os intervenientes envolvidos, rastrear o fluxo de dinheiro e, em última análise, desmantelar as redes criminosas envolvidas.
Observe que os dados dos detentores de criptomoedas não vazam apenas nas redes sociais, mas também por meio de violações de informações. Estamos a pensar em particular nos dados recuperados e divulgados por um funcionário fiscal que colaborou com o crime organizado. Sem ofender as autoridades, os investidores não são os únicos responsáveis pelas informações sensíveis que circulam nas suas contas na Internet.
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Fonte :
Ici.fr