O Comissário Europeu da Energia, Dan Jorgensen, durante uma conferência de imprensa sobre a guerra no Irão e o seu impacto na segurança energética da UE, em Bruxelas, em 22 de abril de 2026.

Cinquenta dias após o início da guerra no Médio Oriente, a factura do gás e do petróleo dos europeus já aumentou 24 mil milhões de euros. E ainda não acabou. Porque, mesmo no cenário mais optimista, que veria o regresso da paz nos próximos dias, os efeitos ainda seriam sentidos durante pelo menos dois anos, tais são os danos nas infra-estruturas energéticas. Neste contexto, a Comissão Europeia, que apresentou, na quarta-feira, 22 de Abril, um plano para ajudar os Vinte e Sete a lidar com o aumento dos preços dos hidrocarbonetos, prefere manter as munições, que poderia sacar, caso a situação muito volátil se agravasse ainda mais.

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As primeiras medidas divulgadas na quarta-feira permanecem, portanto, tímidas, com exceção do regime de auxílios estatais que a Comissão irá flexibilizar, para permitir que os Vinte e Sete apoiem as famílias e as empresas mais expostas ao aumento dos preços. Esta ajuda, insiste Bruxelas, que apresentará propostas neste sentido até ao final de Abril, deve ser “temporário e direcionado”a fim de não subsidiar excessivamente os combustíveis fósseis, de não sobrecarregar as finanças públicas já enfraquecidas e de não fragmentar ainda mais o mercado interno.

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