Na Praça Duomo, em Milão, no sábado, 18 de abril, às 15h, três categorias distintas de estrangeiros estavam perto ou longe. Muitos turistas vieram admirar a famosa catedral neste lindo dia de primavera. Nos arredores da joia gótica da cidade lombarda, os trabalhadores imigrantes também aproveitaram o dia de folga para visitar o centro da cidade. E nos bastidores de um palco montado à direita do Duomo, seis representantes dos partidos de extrema-direita gregos, austríacos, letões e flamengos esperaram, menos de uma semana após a derrota eleitoral, na Hungria, do seu padrinho deposto, o primeiro-ministro Viktor Orbán.
Contando nas suas fileiras com Jordan Bardella, presidente da Reunião Nacional, e com o líder populista islamofóbico holandês Geert Wilders, derrotado nas eleições de outubro de 2025, responderam ao apelo do seu aliado italiano, Matteo Salvini, vice-presidente do Conselho e chefe da Liga, para participarem numa reunião europeia de extrema-direita chamada “Sem medo: patrões em casa na Europa”.
Convidado, Viktor Orbán não realizou a viagem. O encontro organizado pelo grupo parlamentar europeu que ele inspirou, “Patriotas pela Europa”poderia ter sido uma oportunidade para comemorar sua vitória. Será dominado pela necessidade de não falar da sua derrota, tal como não acontece pelo constrangimento causado por Donald Trump a esta família política que, no entanto, se alinhou com o presidente americano após o seu regresso à Sala Oval.
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