No campo improvisado de Tsoundzou 1, 28 de novembro de 2025, em Mamoudzou (Mayotte).

Este será um grande avanço para as centenas de migrantes do continente africano amontoados em condições insalubres num campo improvisado em Tsoundzou, a sul de Mamoudzou. Confrontados com o afluxo contínuo de requerentes de asilo, a grande maioria dos quais provenientes dos Grandes Lagos de África e do Corno de África, mas também do Iémen e do Afeganistão, e devido à falta de locais de alojamento de emergência, o acampamento continua a expandir-se.

Para melhorar a situação, a prefeitura de Mayotte está trabalhando na instalação de um novo campo, descrito como “provisório”que será apoiado por uma organização não governamental local. “Trata-se de responder a um problema humanitário e respeitar as convenções internacionais”observa o prefeito do território, François-Xavier Bieuville, especificando que estão em curso negociações simultâneas com vários países para o repatriamento daqueles cujos pedidos de asilo foram rejeitados.

Em inúmeras ocasiões, as associações mahorenses alertaram os serviços do Estado – que admitem estar sobrecarregados – sobre as condições de vida destes ocupantes. Mais de 1.200 pessoas, incluindo famílias com crianças, dormem lá em tendas feitas de plástico e varas de bambu. Todos retiram água de cisternas colocadas em terrenos vizinhos. Lá foram instalados banheiros móveis.

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