Este será um grande avanço para as centenas de migrantes do continente africano amontoados em condições insalubres num campo improvisado em Tsoundzou, a sul de Mamoudzou. Confrontados com o afluxo contínuo de requerentes de asilo, a grande maioria dos quais provenientes dos Grandes Lagos de África e do Corno de África, mas também do Iémen e do Afeganistão, e devido à falta de locais de alojamento de emergência, o acampamento continua a expandir-se.
Para melhorar a situação, a prefeitura de Mayotte está trabalhando na instalação de um novo campo, descrito como “provisório”que será apoiado por uma organização não governamental local. “Trata-se de responder a um problema humanitário e respeitar as convenções internacionais”observa o prefeito do território, François-Xavier Bieuville, especificando que estão em curso negociações simultâneas com vários países para o repatriamento daqueles cujos pedidos de asilo foram rejeitados.
Em inúmeras ocasiões, as associações mahorenses alertaram os serviços do Estado – que admitem estar sobrecarregados – sobre as condições de vida destes ocupantes. Mais de 1.200 pessoas, incluindo famílias com crianças, dormem lá em tendas feitas de plástico e varas de bambu. Todos retiram água de cisternas colocadas em terrenos vizinhos. Lá foram instalados banheiros móveis.
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