Membro da polícia de choque durante a dispersão de manifestantes que participavam numa manifestação pró-democracia contra uma proposta de lei de segurança, em Hong Kong, em 24 de maio de 2020.

Antoine Védeilhé admite com um sorriso: foi apanhado “como um hematoma” no aeroporto de Hong Kong em 2 de novembro de 2025. Enquanto ia para lá filmar diversas sequências para um documentário em preparação, o jornalista independente foi preso na alfândega em território chinês. Acostumado a interagir com a polícia chinesa, ele filma a cena discretamente. Ele foi interrogado por três horas, revistado e depois enviado de volta. Ele só receberá o passaporte de volta na chegada a Paris, onde será recebido por policiais franceses, como é o procedimento.

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A detenção do jornalista, vencedor do Prémio Albert-Londres 2024, proporciona uma abertura muito apropriada ao seu documentário de 70 minutos, Hong Kong não responde maiscom transmissão prevista para meados de maio, na France 5, no programa “Le monde en face”, e que teve estreia em Paris na quinta-feira, 23 de abril.

O filme narra as principais etapas da recuperação do território, desde o seu regresso à China em 1997, mas especialmente desde a repressão às manifestações massivas de 2019. Na altura, quase 2 milhões de habitantes de Hong Kong (de 7 milhões de habitantes) saíram às ruas para protestar contra uma proposta de lei de extradição para a China.

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