Uma guerra quase perfeita deve terminar, quinta-feira, 30 de abril, no leste da França, em algum lugar entre Suippes (Marne) e Mailly-le-Camp (Aube). No meio dos campos floridos de colza, neste último dia, haverá drones, numerosas munições, fogo real, mas nem vitória formal nem derrota. Basta o olhar escrupuloso do Chefe de Estado, Emmanuel Macron, que deve dirigir-se na quinta-feira a esta linha de frente imaginária, ponto de chegada do maior exercício militar em território nacional desde o fim da Guerra Fria, denominado “Orion”.

Para solenizar o fim destes quatro meses de confrontos simulados contra um adversário com todas as características militares da Rússia, o Presidente da República deveria assistir a uma demonstração das capacidades francesas caso tal cenário se verificasse. Em particular através do destaque de meios que supostamente foram comprovados para enfrentar o que as guerras produzem hoje de mais duro: o combate de artilharia de “alta intensidade” sob enxames de drones.

Poucos dias antes da chegada do Chefe de Estado, foi sob as paredes de betão de um PC improvisado no meio do campo de Mailly que este assalto final começou a ser preparado. Esta segunda-feira, 27 de abril, o objetivo é supervisionar o progresso de uma divisão inter-aliada (cerca de 25 mil homens) com tudo o que isso exige em termos de coordenação entre tropas terrestres, meios aéreos e apoio logístico. “Como num cérebro, o objetivo é conectar todas as sinapses”, descreve o coronel Thibaut Khossal, chefe deste estado-maior.

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