
A polícia peruana anunciou segunda-feira a apreensão de mais de seis toneladas de barbatanas de tubarão que seriam exportadas ilegalmente para a Ásia.
“Estamos em processo de apreensão de mais de seis toneladas de barbatanas de tubarão de diversas espécies cuja pesca é estritamente proibida”, disse à AFP o general Manuel Lozada, chefe da brigada criminosa.
Esta carga, avaliada em oito milhões de dólares no mercado asiático, é uma das maiores já descobertas, segundo as autoridades.
As barbatanas estavam escondidas em um armazém clandestino em uma casa em Callao, porto vizinho à capital Lima.
Este produto é um ingrediente popular no preparo de sopas e misturas às quais as crenças populares atribuem propriedades afrodisíacas ou antienvelhecimento.
Os pescadores “têm um impacto terrível no ecossistema marinho da região, onde pescam estes tubarões ameaçados de extinção”, denunciou Lozada, especificando que as capturas foram libertadas no mar depois de lhes terem sido cortadas as barbatanas.
Três peruanos foram presos durante esta operação. Eles são suspeitos pelas autoridades de pertencerem a uma organização criminosa que trafica este produto.
Os tubarões Requiem (Carcharhinidae) e tubarão-martelo (Sphyrnidae) são as espécies mais afetadas.
De acordo com a organização ambiental marinha internacional Oceana, 66 das cerca de 400 espécies de tubarões existentes no mundo são encontradas em águas peruanas.
A conferência sobre o comércio internacional de espécies ameaçadas, realizada no Panamá em 2022, decidiu alargar a sua protecção a cerca de cinquenta espécies de tubarões ameaçados pelo tráfico das suas barbatanas.