Nicolas Isnard, prefeito de Salon-de-Provence e presidente da nova metrópole de Aix-Marselha-Provence, em Marselha, 7 de abril de 2026.

Os vereadores metropolitanos de Aix-Marseille Provence (AMP) seguiram uma lógica perigosa com consequências incertas. Terça-feira, 28 de abril, durante a sessão plenária que veria a votação final do orçamento previsto para 2026, o novo executivo do estabelecimento público de cooperação intermunicipal (EPCI) retirou todas as deliberações que permitiam a validação das contas da metrópole. “Esta decisão forte e sem precedentes visa chamar a atenção para a nossa situação”, explicou Nicolas Isnard (Les Républicains), presidente da AMP há menos de um mês.

Quatro dias antes, reunidos em conferência excecional, os 92 autarcas desta comunidade intermunicipal de 1,8 milhões de habitantes decidiram coletivamente, mas após tensos debates, não votar um anunciado desequilíbrio orçamental de 123 milhões de euros. Todos sublinham a responsabilidade do Estado neste défice. “Os cortes financeiros feitos nas nossas dotações ao longo das duas últimas leis financeiras representam 120 milhões de euros. Sem eles, tínhamos um orçamento equilibrado. calcula Nicolas Isnard. “O Estado retira de um lado o que nos dá do outro” insiste o vários prefeito de esquerda de Marselha, Benoît Payan, apontando o efeito negativo do sistema de suavização cíclica das receitas fiscais das comunidades (Dilico).

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