Desde a publicação em 2008 de sua coleção de contos Pássaros na boca (Seuil, 2013), Samanta Schweblin, nascida em 1978 em Buenos Aires, consolidou-se como uma das rainhas latino-americanas do estranho, em seu país e internacionalmente. Autora multipremiada de meia dúzia de livros, incluindo dois romances, ela confirma seu talento com Bom Mala sua nova coleção, recentemente coroada em Espanha com o primeiro prémio para a história hispano-americana Aena (dotado de 1 milhão de euros). “Nestes contos, quis descobrir quais são as forças que realmente nos dirigem: as normas sociais, os nossos medos, a visão crítica que temos do mundo. Perguntei-me se uma destas forças poderia derrotar as outras. Já houve um momento em que poderíamos descobrir quem realmente somos e quem amamos? »esclarece a autora de “Le Monde des livres”, de Berlim, onde se estabeleceu em 2012. Por retomarem os temas e obsessões de Samanta Schweblin, as seis ficções deste livro são emblemáticas de uma obra decididamente singular.
Estranheza
Em “Bem-vindo ao clube”, a notícia que abre Bom Maluma mãe se compromete a se afogar em um lago, carregada de pesos. Mudando de ideia no último momento, ela volta à superfície e volta para casa como se nada tivesse acontecido. A vida volta ao normal enquanto suas filhas cuidam do coelho chamado “Tonneau” que a escola lhes confiou por alguns dias. Até o animal fugir…
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