Olivier Nora, então CEO da Grasset, em junho de 2020.

“Se eles quiserem atirar em mim, eles vão atirar em mim”, Olivier Nora, CEO da Grasset, costumava dizer ao falar de seu acionista, o grupo Hachette Livre de Vincent Bolloré. Desde a aquisição da editora número um francesa pela Vivendi em 2023, o carismático chefe da Grasset temia sofrer o mesmo destino de Arnaud Nourry – CEO da Hachette Livre durante dezassete anos – ou de Sophie de Closets – ex-chefe da Fayard, que saiu em desacordo com a gestão da Vivendi, ainda antes da formalização da aquisição do grupo. Está feito.

Confirmando informações de O Expresso e de Pato Acorrentado na terça-feira, 14 de abril, a direção da Hachette Livre anunciou no mesmo dia a saída de Olivier Nora, que dirigiu sucessivamente Calmann-Lévy desde 1995 e Fayard e depois Grasset desde 2000. Um verdadeiro terremoto no pequeno mundo editorial, que vê nesta demissão uma aquisição brutal de Vincent Bolloré na publicação antes da abertura do Festival do Livro em 17 de abril.

Você ainda tem 85,41% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *