Captura de tela de um vídeo, autenticado pela Agence France-Presse, após um duplo ataque em Blida (Argélia) em 13 de abril de 2026.

Na esteira de Leão XIV, nada sabemos. Ambiente aconchegante e protocolo preciso. Do Memorial dos Mártires (Maqam Echahid) à basílica de Notre-Dame d’Afrique, passando pela Grande Mesquita de Argel, as etapas deste dia inaugural da visita do Papa à Argélia – uma estreia histórica – acontecem nesta segunda-feira, 13 de abril, conforme combinado, uma procissão emoldurada por serpentinas de policiais em ponchos de chuva brancos sob um céu úmido.

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Ninguém tinha conhecimento do duplo ataque kamikaze que abalou Blida, situada a cerca de quarenta quilómetros da capital argelina, pela manhã. Dois mortos – tendo os terroristas activado apressadamente o seu cinturão de explosivos – e alguns feridos. Nada de espetacular: a Argélia passou por situações muito piores durante a “década negra” da década de 1990, o que é apenas uma memória distante. Mas o símbolo desta acção contra uma esquadra de polícia à margem da visita papal é poderoso. E deve ser aniquilado da narrativa oficial sobre uma Argélia recuperando a sua influência internacional a ponto de ser homenageada com a presença do chefe do Vaticano.

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