Em “Michael” de Antoine Fuqua, uma curta sequência aborda, apenas superficialmente, a doença de que sofria o rei do pop. O que sabemos sobre o vitiligo?

Em apenas 2h07, a cinebiografia Michael, de Antoine Fuqua, retrata parte da vida do rei do pop, desde seus primórdios cercado pelos irmãos até o auge de sua glória em meados dos anos oitenta. Entre os – numerosos – assuntos discutidos superficialmente, o filme aborda a condição musical da cantora.

Durante uma visita ao médico, Michael Jackson – interpretado por Jaafar Jackson – mostra a mão na qual podemos ver manchas. Trata-se de vitiligo, doença de que o astro sofreu muito e que explicou sua evolução física ao longo dos anos.

O que é vitiligo?

A cena é muito curta e o vitiligo, embora muito impactante na vida do artista, nunca mais é citado após essa sequência. Esta condição forçou Michael Jackson a usar maquiagem em todas as partes visíveis do corpo, especialmente durante suas aparições públicas.

O vitiligo é uma doença autoimune caracterizada pela despigmentação extrema da pele devido ao desaparecimento dos melanócitos – a melanina é um pigmento que ajuda a produzir a cor da pele. O vitiligo é reconhecível pelas áreas brancas visíveis na pele.

Michael Jackson não queria se tornar branco

De acordo com oAssociação Francesa de Vitiligoesta doença afeta 1 a 2% da população mundial. Não é contagioso nem doloroso, mas nenhum tratamento até o momento pode impedir seu aparecimento ou desenvolvimento.

Durante a estreia do filme Michael, sobrinho do cantor, Jaafar Jackson quis restabelecer um fato sobre a doença de seu tio e a ideia difundida de que ele queria a todo custo se tornar branco: “Este filme nos ajuda a entender que o vitiligo teve um papel importante em sua vida. Poucas pessoas realmente entendem o que é, embora ele tenha lidado com isso desde muito jovem.

Michael, atualmente no cinema

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