Claude Guéant disparou uma nova flecha envenenada contra Nicolas Sarkozy, domingo, 26 de abril, com o envio ao tribunal de uma segunda certidão, enquanto o veneno da primeira, lido perante o tribunal em 14 de abril, ainda não se tinha dissipado. O ex-prefeito sugere nas entrelinhas, com a gélida polidez dos altos funcionários do Estado, que o antigo Presidente da República, de quem foi fiel colaborador, mentiu durante o julgamento de recurso sobre suspeitas de financiamento líbio da sua campanha de 2007. E que lhe fez um bom relato do seu encontro em Trípoli com Abdallah Senoussi, o líder da orquestra dos ataques na Líbia, que está mais do que nunca no centro do julgamento. Um duro golpe para Nicolas Sarkozy, cujo destino jurídico parece cada vez mais comprometido.
Na sua carta de três páginas – o estado de saúde do arguido dispensa-o de comparecer na audiência – o alto funcionário, ao serviço do ex-presidente de 2004 a 2012, indica, “Eu, abaixo assinado Claude Guéant, desejo regressar ao tribunal e atestar os seguintes factos”. Seguem seis pontos, numerados e de interesse desigual.
Você ainda tem 87,02% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.