Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 17 de abril de 2026.

É assim que Donald Trump avança: tateante, impaciente e bravata. As ameaças contra o Irão sucedem-se, intercaladas com promessas de um resultado diplomático iminente, sem preocupação com a coerência ou compreensão do seu adversário.

Domingo, 19 de Abril, 48 horas antes do término de um cessar-fogo de quinze dias, o embarque de um navio de carga iraniano pela marinha americana abriu um novo abismo de incerteza, com Teerão a prometer uma resposta militar. Na mesma manhã, o bilionário anunciou que uma delegação do seu país viajaria para Islamabad, no Paquistão, na segunda-feira. Durante várias horas, a presença ou não à frente do vice-presidente, JD Vance, permaneceu incerta. Donald Trump explicou à ABC que estaria ausente por razões de segurança. Depois a Casa Branca confirmou a sua participação.

Pela segunda vez, o Paquistão acolheria negociações bilaterais de alto nível entre os Estados Unidos e o Irão. Mas Teerão não confirmou de forma alguma a sua participação, estabelecendo como pré-requisito o levantamento do bloqueio naval americano. Islamabad prosseguiu activamente os seus esforços para aproximar as posições. Uma tal ausência iraniana seria uma afronta a Washington. Isso tornaria muito provável a retomada das operações militares americanas e israelenses. A escolha da guerra, por não poder escapar dela.

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