Um terreno localizado na Universidade de Bordeaux deverá receber convidados especiais na primavera de 2026: cadáveres de porcos. Provenientes de pesquisas biomédicas, serão utilizados no projeto F-Compost (F de funeral), liderado pelas universidades de Lille e Bordeaux, com a associação Humo Sapiens. Objectivo: testar e documentar uma técnica de terramação, um processo alternativo para a redução de corpos supostamente mais ecológico do que o sepultamento e a cremação, os dois únicos métodos legais de sepultamento em França. Segundo o barómetro “Os franceses e os funerais” realizado pelo Crédoc em 2024, uma em cada cinco pessoas seria tentada pela terramação. Experimentado desde 2024 na Alemanha, está autorizado em 14 estados americanos, onde a empresa pioneira Recompose o pratica desde o final de 2020.

O projeto F-Compost teve início no final de junho num terreno destinado a resíduos verdes do cemitério de Orme-à-Moineaux, em Les Ulis, em Essonne. Quatro ovelhas mortas e desmembradas com 35 kg já foram colocadas em covas com 80 cm de profundidade, rodeadas e cobertas com restos de vegetais recém-cortados, enquanto outras quatro foram enterradas (sem caixão, o que constitui uma obrigação legal para os seres humanos) para a realização de um estudo comparativo. “Sensores foram anexados a cada um para medir, a cada hora durante um ano, a temperatura, a umidade e as condições do solo. Outros sensores na superfície registram compostos orgânicos voláteis“, especifica Damien Charabidzé, professor do Centro de História Judiciária da Universidade de Lille e chefe do projeto F-Compost.

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