Um soldado maliano em posição, com arma na mão, durante um ataque à principal base militar do Mali, em Kati, nos arredores da capital Bamako, em 25 de abril de 2026.

O ataque perpetrado por jihadistas e rebeldes tuaregues no sábado na cidade maliana de Kati, reduto da junta governante, custou a vida a pelo menos 23 pessoas, civis e soldados, disse uma fonte hospitalar à Agence France-Presse (AFP) na terça-feira, 28 de abril, sob condição de anonimato. Um relatório anterior destes ataques, elaborado pela junta e anunciado no sábado à noite, relatou 16 feridos civis e militares.

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É também neste ataque em Kati, liderado por “um veículo-bomba dirigido por um homem-bomba”que o ministro da defesa do Mali, Sadio Camara, foi morto.

O chefe da junta, general Assimi Goïta, que já não comparecia e cujo destino era desconhecido desde os ataques, recebeu na terça-feira o embaixador russo no país, segundo a presidência do Mali que publicou fotos da entrevista.

Exército abandona posições na região de Gao

A situação continua confusa no país do Sahel, atingido desde sábado por uma série de ataques coordenados lançados por jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM), afiliado à Al-Qaeda, aliado à rebelião independentista tuaregue da Frente de Libertação Azawad (FLA) contra posições estratégicas da junta. Estes ataques fizeram com que a junta perdesse o controlo da cidade de Kidal.

O exército do Mali abandonou algumas das suas posições na região de Gao (Norte), disseram fontes locais na terça-feira. Gao é a segunda região militar do Mali depois da cidade-guarnição de Kati, que foi palco de intensos combates no sábado e domingo. “Os soldados abandonaram a sua posição em Labbezanga, localizada perto da fronteira com o Níger. Recuaram em direção a Ansongo”disse uma autoridade local eleita à AFP sob condição de anonimato.

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O mundo com AFP

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