Uma mulher segura uma nota de 1 dólar e uma nota de 500 bolívares, durante protesto em frente ao Ministério do Trabalho, em Caracas, Venezuela, em 26 de fevereiro de 2026.

A Venezuela registou uma inflação de 475% em 2025, uma forte aceleração face aos 48% do ano anterior, segundo a primeira publicação oficial deste indicador em mais de um ano, pelo Banco Central (BCV), sexta-feira, 6 de março.

A economia venezuelana sofreu em 2025 os efeitos do endurecimento das sanções americanas. O BCV, que publica estatísticas de forma irregular, não atualiza os números da inflação desde novembro de 2024.

Washington começou a levantar gradualmente as suas sanções contra Caracas, após a captura, em 3 de janeiro, pelas forças americanas, do presidente Nicolás Maduro, que foi sucedido pela sua vice-presidente Delcy Rodriguez. As sanções dos Estados Unidos restringiram notavelmente o fluxo de moedas, o que acabou por fazer subir os preços dos bens e serviços em 2025.

No final do ano passado, os economistas estimavam que a Venezuela estava no limiar da hiperinflação, episódio que o país caribenho já tinha vivido entre 2017 e 2022.

Crescimento económico apesar do embargo americano

A Venezuela também registra uma inflação acumulada de quase 52% nos primeiros dois meses de 2026, segundo o Banco Central.

Na quarta-feira, a instituição anunciou que o país registou um crescimento económico de quase 9% em 2025, destacando o papel desempenhado pelo sector petrolífero apesar do embargo americano, agora relaxado.

Tendo se tornado presidente interino, Mmeu Rodriguez embarcou em uma série de reformas apoiadas por Washington. Ela implementou a lei sobre hidrocarbonetos abrindo o sector ao sector privado, promulgou uma amnistia para permitir a libertação de todos os presos políticos, ou mesmo prometeu uma reforma judicial, bem como uma revisão do código mineiro.

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O mundo com AFP

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