Um rato de laboratório, em Cermep de Bron (Rhône), em 2014.

Sublinhemos como preâmbulo: o resultado apresentado quinta-feira, 19 de fevereiro, pelos imunologistas americanos na revista Ciência foi obtido em ratos. Atualmente não há indicação de que possa ser transferido para humanos. “Mas já, tal como está, é uma descoberta impressionante”entusiasma-se Eric Vivier, professor de imunologia nos hospitais universitários de Marselha e especialista em imunidade inata.

A equipa de Bali Pulendran, da Universidade de Stanford (Estados Unidos), conseguiu conceber uma vacina ao mesmo tempo local e geral, que mobiliza esta imunidade inata para proteger os ratos contra uma vasta gama de patologias pulmonares: vírus como a gripe e os coronavírus, bactérias como o Staphylococcus aureus e até alergénios responsáveis ​​por certas asmas. “Acredito que desenvolvemos uma vacina universal contra vários tipos de ameaças respiratórias”diz o pesquisador americano.

Para alcançar esse resultado, Bali Pulendran afastou-se do princípio que rege a vacinação desde 1796 e da invenção do inglês Edward Jenner da primeira imunização contra a varíola. Consiste em apresentar ao nosso corpo uma porção do patógeno – falamos de antígeno – para que o sistema imunológico reaja. A defesa obtida fica memorizada, pronta para ser utilizada novamente. Isso é imunidade adquirida.

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