A décima sexta edição do “relatório de lacunas” publicado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) não traz boas notícias. A lacuna entre as promessas de redução de emissões feitas pelos Estados em Belém durante a COP30 e o cumprimento do objetivo do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global”bem abaixo de 2°C” continua a expandir-se. A primeira causa é que as emissões de gases com efeito de estufa continuam a aumentar quando já deveriam ter começado a diminuir, de acordo com as recomendações do IPCC.

2024 constitui até um desempenho inferior preocupante. Enquanto o aumento entre 2022 e 2023 foi estabelecido em 1,6%, o calculado entre 2023 e 2024 aumentou 2,3% com um novo recorde de emissões de 57,7 mil milhões de toneladas. Esta recuperação é comparável à média da década de 2000, antes da entrada em vigor do Acordo de Paris. Isto é parcialmente explicável pelo enfraquecimento do sumidouro de carbono terrestre. As emissões provenientes da desflorestação e da destruição de ambientes naturais e zonas húmidas aumentaram 21% em 2024. São responsáveis ​​por 53% deste aumento excecional. A utilização de combustíveis fósseis aumentou 1,1% e é responsável por 36% do aumento (o saldo provém do metano e dos gases fluorados). Entre os seis maiores emissores do mundo, apenas a União Europeia reduziu as suas emissões.

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