Um tribunal de Lima condenou na segunda-feira cada um dos três policiais a 17 anos de prisão que torturaram e estupraram uma mulher transexual em uma delegacia de polícia em 2008, um caso pelo qual o Peru foi condenado internacionalmente.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Peru em 2020 pelo ataque brutal sofrido por Azul Rojas, então com 34 anos, em uma delegacia de polícia em Casa Grande, no litoral norte do Peru. A polícia a agrediu por “pertencer à comunidade LGBTI”, segundo o Tribunal.

Dois anos depois, o governo peruano pediu desculpas à vítima.

A pedido da Corte Interamericana, o Peru continuou as investigações contra os acusados, que pareciam livres.

O veredicto foi lido na audiência final do julgamento, que começou em janeiro e foi transmitida pelo canal de televisão do poder judiciário.

“É pronunciada uma pena de 17 anos de prisão contra os policiais Dino Ponce, Luis Quispe e Juan León”, segundo o veredicto, que ordena seu encarceramento imediato.

Estes agentes da polícia foram considerados culpados de submeter a vítima a “maus tratos físicos e psicológicos e violação”, afirmou o Ministério Público num comunicado de imprensa.

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