A bola está agora do lado da Rússia. Foi isso que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deixou claro na terça-feira, 23 de dezembro, ao apresentar o resultado de semanas de negociações com o lado americano para uma “projeto de acordo” aceitável para Kiev, a fim de pôr fim à invasão lançada por Moscovo há quase quatro anos. Mal informado pelos seus dois emissários, regressados de Miami (Flórida), após um fim de semana de negociações com enviados da Casa Branca, Volodymyr Zelensky apresentou, durante uma conferência de imprensa, uma versão, reduzida a 20 pontos, de um acordo-quadro de paz entre a Ucrânia, a Europa, os Estados Unidos e a Rússia. Ele disse esperar, por meio dos Estados Unidos, uma resposta de Moscou durante o dia. a partir de quarta-feira.
O acordo-quadro discutido passou de uma primeira versão de 28 pontos, apresentada pelos americanos no final de Novembro, inaceitável para a Ucrânia, para 20 pontos hoje – um “desenvolvimento considerável”, insistiu o presidente ucraniano. Este último explicou que as duas partes conseguiram encontrar posições de “consenso” na maior parte dos elementos do documento, com excepção, sem surpresa, dos dois mais sensíveis: a futura gestão da central nuclear de Zaporizhia, ocupada pelo exército russo, e os territórios. Sobre esses dois pontos, o presidente espera que as discussões ocorram “no nível de gestão”.
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