Trabalhadores da Stellantis em greve durante manifestação organizada pelos sindicatos, em Poissy (Yvelines), 23 de abril de 2026.

Há poucas chances de vermos milhões de pessoas alimentando as procissões dos trabalhadores na sexta-feira pelo 1º.er-Poderia. Isso ocorre enquanto ainda decorrem as férias escolares em diversas academias e já faz muitos anos que o Dia Internacional do Trabalhador não movimenta mais grandes multidões, exceto quando ocorre durante conflitos sociais como em 2023, durante a reforma previdenciária. Mas estes desfiles, esparsos ou não, não dirão muito sobre o clima social que reina no país um ano antes das eleições presidenciais.

Aqueles que optarem por sair às ruas não terão que quebrar a cabeça por muito tempo para encontrar razões para fazê-lo. Debates em torno do trabalho em 1er-Maio, a crise dos combustíveis ligada ao aumento do preço dos hidrocarbonetos desde o ataque americano-israelense ao Irão, o possível regresso da inflação, a estagnação dos salários… São inúmeras as razões para os trabalhadores expressarem o seu descontentamento.

No entanto, o ressentimento ainda permanece relativamente discreto. Os sindicatos, porém, não deixam de alertar o governo e os parlamentares que, por sua vez, parecem navegar à vista, como mostra o episódio do projeto de lei proposto por Gabriel Attal para a abertura de empresas no dia 1º.er-Poderia. O seu progresso no Parlamento foi interrompido no início de abril pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, antes de propor um projeto de lei mais rígido na quarta-feira.

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