Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tenham demonstrado desejo de apaziguamento apertando as mãos diante da imprensa, em 26 de outubro de 2025, durante reunião à margem de uma cúpula em Kuala Lumpur, um novo episódio corre o risco de reavivar as tensões entre os dois chefes de Estado: a prisão, segunda-feira, 13 de abril, em Orlando (Flórida), de Alexandre Ramagem, ex-chefe de inteligência do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (2019-2023), pela polícia de imigração americana (Immigration and Customs Enforcement, ICE).
As autoridades brasileiras, que asseguram que a prisão estava ligada à expiração do visto do Sr. Ramagem e ocorreu no âmbito da cooperação com Washington, esperavam a sua extradição para o Brasil. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, em setembro de 2025, a dezesseis anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado contra Lula em 8 de janeiro de 2023, o Sr. Ramagem, que havia fugido para os Estados Unidos poucos dias antes do julgamento, é considerado foragido pela justiça brasileira.
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