
Um tribunal sueco suspendeu na segunda-feira um abate de lobos planeado para o próximo ano, decidindo que as autoridades não conseguiram provar que a medida preservaria os níveis populacionais.
Até quarenta e oito lobos foram afectados por este massacre a partir de 2 de Janeiro. A decisão foi tomada depois de organizações ambientais terem apelado de decisões regionais que concediam licenças de caça.
“As prefeituras (não) conseguiram fornecer as provas que lhes são exigidas e demonstrar que a caça planeada não comprometeria a manutenção de um estado de conservação favorável da população de lobos”, afirmou o tribunal administrativo de Lulea num comunicado.
O governo sueco reduziu o “valor de referência” necessário para uma população de lobos saudáveis de 300 para 170 indivíduos.
Segundo os críticos, incluindo a Comissão Europeia e os defensores do ambiente, esta política, pelo contrário, enfraquece as populações.
Agricultores e caçadores vêem-nos como uma ameaça devido aos ataques a ovelhas e cães de caça, e querem que o seu número seja controlado de forma mais rigorosa.
O tribunal considerou o peso deste valor de referência “pouco claro”, no que diz respeito às directivas da UE que protegem os lobos.
Estes animais foram caçados na Suécia até quase a extinção na década de 1960, o que levou o país a protegê-los como espécie.
Eles começaram a reaparecer no final dos anos 1970 e 1980, e sua população aumentou desde então.
A Suécia começou a permitir a caça licenciada em 2010, depois de o seu número ter ultrapassado os 200, estabelecendo quotas para o número de animais que poderiam ser mortos num determinado período.