• Nicolas Altstaedt
    Melros
    Grazyna Bacewicz: Concerto para violoncelo nº 2. Morton Feldman: Durações II. Benjamin Britten: Sonata para violoncelo. Sandor Veress: Sonata para violoncelo solo. Paul McCartney/John Lennon: Melro. Nicolas Altstaedt (violoncelo), Thomas Dunford (alaúde e voz), Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca, Maxim Emelyanychev (piano, regência).

Capa do álbum “Blackbirds”, de Nicolas Alstaedt.

O principal mérito deste disco é participar do reconhecimento tardio de Grazyna Bacewicz (1909-1969) através de uma interpretação magistral de seu segundo Concerto para violoncelo (1963). O tratamento do solista, entre o lirismo e a sensualidade, como o da orquestra, entre tutti explosivos e suspensões íntimas, convida a uma reaproximação com o famoso Um mundo totalmente distante…escrita sete anos depois por Henri Dutilleux (1916-2013), que nada sabia sobre o compositor polonês. Tão pouco preocupado com a unidade estética como a partitura muito colorida de Grazyna Bacewicz, o programa oferece então três obras cujo único ponto comum é terem sido compostas na década de 1960. Antes de iniciar o monólogo vertiginoso de Sandor Veress (Sonata para violoncelo solo1967), Nicolas Alstaedt sai facilmente do esmalte minimalista de Morton Feldman (Durações II1960) às duras circunvoluções de Benjamin Britten (Sonata para violoncelo1961), com a ajuda do piano idealmente diretivo de Maxim Emelyanychev. Uma música dos Beatles, Melrocom alaúde e voz do barroco Thomas Dunford, deverá dar o tom de um álbum que aproveita o pretexto dos anos sessenta para ilustrar a versatilidade de um violoncelista, cuja fantasia teria bastado para servir de emblema ao CD. Pedro Gervasoni

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