Refugiados malineses em Doueinkara, Mali, perto da fronteira com a Mauritânia, 29 de abril de 2026.

Desde o início da guerra em 2012, os jihadistas nunca ameaçaram tanto as autoridades malianas. Isto é demonstrado pela ofensiva de escala sem precedentes levada a cabo desde 25 de Abril no país. Luis Martinez, diretor de pesquisa do Centro Internacional de Pesquisa Sciences Po e autor de África, o próximo califado? A espetacular expansão do jihadismo (Tallandier, 2023), decifra as ambições e o modus operandi do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM) no Mali.

Quais são os objectivos dos jihadistas do GSIM no Mali?

Num futuro imediato, os jihadistas não desejam forçar militarmente as cidades que atacam. Eles estão trabalhando em três eixos para conseguirem se estabelecer no país. Primeiro, procuram desacreditar as forças de segurança nas regiões mais distantes da capital – o que já é um sucesso. Depois, tentam obter pelo menos uma aceitação passiva por parte das populações. Finalmente, estão a tentar garantir que as forças armadas do Mali não se oporão ferozmente a eles se, no futuro, tomarem o poder. Portanto, embora lutem contra eles, tentam não humilhá-los constantemente.

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