O grupo automóvel francês Renault irá reduzir “15 a 20%” o número de cargos de engenharia em sua força de trabalho global sob “dois anos”, a fim de “permaneça competitivo”declarou um porta-voz da Agence France-Presse (AFP) na terça-feira, 14 de abril, confirmando informações do diário Oeste da França.
Dos seus 11.000 a 12.000 engenheiros em todo o mundo, isso corresponde, portanto, a cerca de 1.600 a 2.400 cargos. O grupo emprega 100.000 pessoas em todo o mundo.
O chefe global de tecnologia, Philippe Brunet, apresentou nos últimos dias um roteiro interno que define este objetivo, na continuação da estratégia do grupo para 2030 apresentada em março que distribui os projetos por país, explicou o porta-voz.
Medidas de conversão
A fabricante não menciona demissões definitivas, mas especifica que estudará medidas de reconversão profissional, desenvolvimento de competências ou mesmo saída antecipada.
Todas as atividades de elevado valor acrescentado permanecerão em França, onde está localizada metade da força de trabalho de engenharia do grupo, nomeadamente no Technocentre Guyancourt, na região de Paris. Em particular, a estratégia de engenharia, o desenvolvimento de novas tecnologias e a concepção a montante serão realizados em França.
Cada país onde estão localizados centros de engenharia (Roménia, Índia, Coreia do Sul, Espanha, Marrocos, Turquia e Brasil) terá de desenvolver um plano de ajustamento para cumprir este objectivo global, acrescentou o grupo.
Na sexta-feira, o grupo Stellantis, por sua vez, anunciou que iria cortar 650 cargos de engenharia na sua unidade de investigação e desenvolvimento da Opel em Rüsselsheim, na Alemanha, de um total de 1.650 cargos.