Bairro montanhoso de Carabayllo, bairro pobre da periferia de Lima, 8 de dezembro de 2022.

Este é um novo sinal de alarme – mais um – emitido para alertar sobre o nível de desigualdade no mundo. Um relatório encomendado pela presidência sul-africana do G20, o clube dos vinte países mais avançados, e publicado terça-feira, 4 de Novembro, alerta para as consequências – económicas, sociais, democráticas – de desigualdades extremamente profundas à escala global. Quase metade da riqueza criada entre 2000 e 2024 foi monopolizada por 1% da população mais rica, enquanto os 50% mais pobres receberam apenas 1%, de acordo com este relatório escrito por um grupo de especialistas liderado pelo vencedor do Prémio Nobel Joseph Stiglitz.

As desigualdades diminuíram entre as pessoas em todo o mundo, em grande parte graças ao declínio da pobreza na China, mas aumentaram na maioria dos países e “são muito mais altos” por riqueza e renda.

O relatório recomenda a criação de um Grupo de Trabalho internacional, inspirado no Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), para analisar a evolução das desigualdades e formular recomendações aos governos. “O mundo entende que estamos enfrentando uma emergência climáticaexplica o Sr. Stiglitz, é hora de reconhecermos que também enfrentamos uma emergência de desigualdade. »

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