Sonia Hernandez, Carlos Cruz, Yarisledy Rodriguez e Maria (nome falso porque deseja permanecer anónima) recordam com dor a primavera de 2022, as duas semanas durante as quais foram atirados entre a Lituânia e a Bielorrússia, presos numa floresta, no frio, famintos, abusados ​​de ambos os lados pelos guardas de fronteira.

Yarisledy Rodriguez deixou Cuba em 2021. Em Vilnius, 2 de abril de 2026.

Yarisledy Rodriguez tinha 21 anos. Ela agora mora em Vilnius, empregada por um fornecedor em um distrito comercial. Ela deixou Cuba em 2021, depois de participar, no dia 11 de julho, numa manifestação em grande escala contra o regime comunista, a primeira de uma série de protestos desencadeados pela escassez de alimentos e medicamentos e pela gestão da crise sanitária. “Em Ciego de Ávila [au centre de l’île], marchamos até a sede do partido exigindo liberdade”lembra aquela que na época era dançarina em hotéis para turistas. Sonia Hernandez, hoje com 33 anos, e Carlos Cruz, seu companheiro na época, também participaram dessas manifestações em Havana.

A repressão não tardará a chegar. “Amigos foram presoslembra Yarisledy Rodriguez. Um deles foi condenado a quatro anos de prisão e atualmente está em prisão domiciliar. » Temendo ser por sua vez alvo, ela deixou o país às pressas, com a ajuda financeira de sua madrinha, que morava nos Estados Unidos.

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