Em março, O mundo realizou um relatório na Somalilândia, território autoproclamado independente da Somália desde 1991. Aspirando, durante trinta e cinco anos, a um reconhecimento que lhe permitisse integrar a comunidade internacional, prelúdio essencial ao seu crescimento económico, a Somalilândia obteve, em 26 de Dezembro, o de Israel.

Este acto diplomático não é insignificante, numa altura em que o Estado judeu, com o objectivo de garantir a sua segurança, está a redesenhar militarmente os contornos do Médio Oriente. Relativamente desconhecida, a Somalilândia vê-se impelida para uma arena geopolítica onde o tão esperado reconhecimento poderá enfraquecer uma existência mantida através de uma dura luta durante uma geração.

Para tentar compreender o que levou à decisão israelita e as questões que ela levanta na Somalilândia, O Mundo África enviou ao site seu editor especialista em África Oriental, Noé Hochet-Bodin. Pela primeira vez não foi um fotojornalista que o acompanhou, mas sim uma cartógrafa do departamento de Infografia do jornal, Francesca Fattori. É também a primeira vez – para além de raros testes em França, seja na região de Paris ou na “selva” de Calais – que este serviço embarca em reportagens de campo.

No departamento de Infografia do “Le Monde”, em Paris, 17 de abril de 2026.

Você ainda tem 86,19% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *