Os preços dos combustíveis na bomba estiveram na semana passada no nível mais baixo em mais de três anos em França, segundo dados compilados pelo governo consultados na sexta-feira, 26 de dezembro, pela Agence France-Presse (AFP).
O litro da super SP95-E10, a gasolina mais vendida, foi vendida por 1,5992 euros, segundo uma média estabelecida pelo Ministério da Transição Ecológica a 19 de dezembro, ou seja, o valor mais baixo desde outubro de 2022. Mesma tendência para SP95 e SP98.
O litro de gasóleo, que representa 65% do volume de vendas de combustíveis, foi vendido em média a 1,5299 euros, o valor mais baixo em mais de quatro anos, à parte uma queda acentuada no passado mês de Abril.
A queda no preço do ouro negro, que tem sido negociado em torno de US$ 60 por barril nos últimos dias, é “a causa principal” desta queda de preços na bomba, sublinha Francis Pousse, presidente dos postos e novas energias do sindicato profissional Mobilians (empresas de serviços automóveis), que representa 5.800 postos tradicionais (excluindo a grande distribuição).
Princípio do poluidor-pagador
O aumento da produção deste ano da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e dos seus aliados (OPEP+), bem como de outros países, aliado às preocupações com a procura, estão a pesar sobre os preços. Outro fator favorável à redução da conta, “um euro que se fortaleceu” em relação ao dólar, sublinha Pousse.
Finalmente, à medida que se aproximam as partidas das férias de Natal, “vários distribuidores realizaram operações de preços claramente agressivas”disse à AFP Olivier Gantois, diretor da União Francesa das Indústrias Petrolíferas (UFIP).
No entanto, as estações de serviço francesas poderão registar um pequeno aumento nos preços na bomba no início do ano: as empresas petrolíferas francesas alertaram no final de Novembro que os combustíveis aumentariam entre 4 e 6 cêntimos por litro, de 1er no próximo mês de Janeiro, consequência da evolução do sistema de certificados de poupança de energia (CEE).
Este sistema criado em 2005, que se baseia no princípio do poluidor-pagador, exige que os fornecedores de energia financiem ações para reduzir o consumo de energia e melhorar a eficiência energética, obrigação revista em alta pelo governo a partir de 1er Janeiro. O impacto desse aumento nos preços na bomba deverá se espalhar pelas duas primeiras semanas de janeiro, segundo Pousse.